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segunda-feira, 2 de maio de 2011

DOAR...DEIXE SUA MARCA, MULTIPLICANDO VIDAS!

A história da humanidade, segundo o cristianismo, teve início quando Adão doou parte de sua costela para dar vida a Eva.
Milênios se passaram e  o homem exercitava apenas a arte de doar sentimentos. Apenas de umas décadas para cá ele tem despertado para a importância de doar órgãos, que podem salvar vidas. Quando uma vida é salva estamos também devolvendo a vida a todos os familiares que estão envolvidos no processo de espera de transplante de seu ente.
E é sobre esse assunto que vamos falar hoje. Ao final do ano de 2010 houve um crescimento na taxa de doação e transplantes tendo quase atingido a meta proposta pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.
Quanto maior for a conscientização das pessoas em relação à possibilidade de estar salvando vidas por intermédio da doação de órgãos, menor será a angustiante fila de espera. Hoje, segundo legislação específica, não basta apenas constar no documento de identidade ou na carteira de habilitação a vontade de ser um doador. É necessária a autorização de familiares, quando do falecimento, para que os órgãos possam ser destinados a outras pessoas.
Importante salientar que uma única pessoa pode ajudar a salvar ou dar melhor condição de vida a até vinte e cinco pessoas. Podem ser doados rins, pulmões, coração, fígado e pâncreas, córneas, três válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal,  crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena e pele.
Veja abaixo, o tempo necessário entre retirada e chegada do órgão ao seu destinatário:
·        Coração – deve ser retirado antes da parada cardiorrespiratória e transplantado de 4 a 6 horas após retirada
·        Pulmão – deve ser retirado antes da parada cardiorrespiratória e transplantado de 4 a 6 horas após retirada
·        Fígado – deve ser retirado antes da parada cardiorrespiratória e transplantado de 12 a 24 horas após retirada
·        Pâncreas – deve ser retirado antes da parada cardiorrespiratória e transplantado de 12 a 24 horas após retirada
·        Rim – deve ser retirado até 30 minutos após parada cardiorrespiratória  e transplantado em até 48 horas
·        Córnea – deve ser retirada em até 6 horas após parada cardiorrespiratória e transplantada de 7 a 14 dias após retirada
·        Ossos – devem ser retirados em até 6 horas após parada cardiorrespiratória e pode ser transplantado em até 5 anos após retirado

*Quanto a medula óssea a mesma só é feita com um doador compatível e vivo.
Muitas pessoas, pela desinformação sobre este assunto, têm medo, o que muitas das vezes, as impede de se tornarem doadoras. Uma dessas dúvidas diz respeito a Morte Encefálica que significa dizer que o coração continua batendo, mas não existe mais vida, pois já houve a parada irreversível do encéfalo embora a respiração seja mantida via aparelhos e deve ser constatada e registrada por dois médicos não participantes da equipe de captação e transplante, segundo Resolução do Conselho Federal de Medicina, que rege os critérios clínicos e tecnológicos para o procedimento acima. Não confunda Morte Encefálica com Coma, onde as células cerebrais continuam vivas, a pessoa está desacordada e pode ser reversível.
Outra questão geradora de medo é quanto a deformação do corpo de quem doou o órgão, o que não passa de uma lenda, pois a lei é clara quanto a este aspecto dizendo que os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada.
Como pudemos constatar existem muitos mitos que circulam por aí e que levam as pessoas a declinarem quanto a serem doadoras. Nem mesmo existe qualquer tipo de ônus para os familiares quando deste procedimento, existirá sim o agradecimento de inúmeras pessoas que um dia após o outro aguardavam angustiadamente por um telefonema informando que sua vida havia sido abençoada por um “ANJO” que estava lhe doando VIDA e AMOR em forma de um órgão.
Converse com sua família e informe de sua vontade de ser doador... e não esqueça que alguém poderá estar aguardando em uma fila de espera por um gesto tão nobre de sua parte.

Ana Porto/Sergio Honorato
Fonte de Informação:
Associação Brasileira de Transplante de Órgãos


“Não só um ato de amor, mas uma ação devida. Que nossa vida se divida, de vida em vida.”
Josias Jacintho do Prado

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