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segunda-feira, 13 de junho de 2011

A AMAZÔNIA E SEUS ENCANTOS!

Que a Amazônia é o pulmão verde do mundo  todos nós sabemos,  além de todas as riquezas que possui. Ela em tudo  é “superlativo” por possuir a maior floresta tropical única do mundo, mais extensa rede fluvial do planeta e com o maior volume de água doce da Terra.

Mas vamos contar aqui um pouco de sua história que aqui começa lá pelo ano 1783 com a saída de Lisboa no dia 1º de setembro do  brasileiro Alexandre Rodrigues Ferreira, nomeado naturalista por Dona Maria I, a bordo da charrua Águia Real e Coração de Jesus a fim de estudar a região Centro-Norte da então Colônia, para que fossem implantadas medidas desenvolvimentistas, pois as rendas coloniais estavam em decadência.

Sua vinda objetivava descrever todos os seres dos três reinos, animal, mineral e vegetal  encontrados na Amazônia Brasileira e numa parte da bacia do Rio Paraguai.
Correu diversos lugares e sua viagem durou 9 anos, 4 meses e 11dias, envolvendo mais de 100 pessoas, tendo percorrido uma distância aproximada equivalente a uma volta ao mundo através dos vales dos rios Amazonas, Madeira, Negro, Tocantins, Paraguai e muitos de seus afluentes, onde foi possível fazer registros etnográficos de muito valor devido a sua formação na área de botânica e geologia, mas também tendo conhecimento em arte, antropologia, história e geografia.




Esta expedição gerou documentos de alta relevância em todas as áreas do conhecimento humano, tais como Medicina e Farmácia, Biologia, Zoologia, Botânica, Agricultura e Ecologia, História, Geografia, Geologia, Mineralogia, Etnografia, Antropologia, Artes Plásticas, Arquitetura, Arqueologia, Linguística (Portuguesa e indígena) e outras mais.

Pelo que podemos constatar desde muitos séculos atrás o homem já demonstrava interesse nesta região natural que se estende entre os maciços das Guianas e o Planalto Brasileiro, do Atlântico até os Andes (América do Sul) com uma superfície de mais de 7 milhões de quilômetros quadrados compartilhadas entre o Brasil – maior parte – Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.



E como consta terem sido os primeiros habitantes deste lugar índios e caboclos, faz também parte de sua história as fantasias criadas em torno de tanta diversidade:

- o Curupira – visto como o guardião das florestas e dos animais, com traços indígenas, cabelo cor de fogo e os pés virados para trás e com o dom de ficar invisível. Protege todos aqueles que ajudam a preservar a natureza e é um perseguidor dos que a destroem, ao se transformar em caça (umapaca, onça) atraindo os caçadores para o meio da floresta e fazendo com que percam o rumo e fiquem andando em círculos, de volta sempre ao lugar da partida.

- a Piripirioca – conta-se que a tribo Manau vivia em um  lugar muito bonito de flores e as mulheres desta tribo eram de extrema beleza.
Um dia avistaram um índio estranho pescando  no lago próximo à tribo. Era um índio lindo  e uma das índias se aproximou querendo saber de onde ele vinha. Como não recebeu resposta tocou-lhe o ombro e ao fazê-lo foi invadida por um forte perfume. As outras índias ficaram maravilhadas e queriam saber como ele conseguia fazer aquilo e o ameaçaram de que se  não contasse o levariam preso para sua tribo. Ele apenas gritou seu nome, Piripari e pulou no rio e sua linha de pescar acabou levando as três cunhãs. Embora as que ficaram pedissem muito para que ele ficasse ele nunca mais apareceu.
Estas cunhãs desde aquele dia ficaram apaixonadas por aquele índio e entristeciam a cada dia, na espera de seu retorno. Até que um dia, penalizado pela tristeza das índias apareceu na tribo um jovem feiticeiro de nome Supi que ensinou a elas que levassem, na noite de lua cheia, até a praia, um fio do cabelo delas a fim de amarrá-lo, com um simples de toque deste fio no corpo dele.
Ao ter seu corpo tocado pelos fios, Piripari ficou como que amarrado sem se mexer e cantando uma linda cantiga. Mas o fato dele não ter nenhum tipo de resposta a elas começou a incomodá-las e uma fez o que não poderia ter feito, tocou no corpo dele. Neste instante, a lua escureceu, veio um vento forte e frio e as índias caíram em sono profundo. Ao acordarem deram-se conta que onde haviam deixado o corpo do índio havia apenas uma pequena planta, mas de um perfume encantador.
Neste instante o feiticeiro se aproximou e ensinou-lhes que toda a mulher que quiser ter o cheiro do encanto, use em seu banho a planta de piripirioca.
A índia desobediente que tocou no ombro do índio teve como castigo cair nos braços de um sapo cururu gigante e as outras muito tristes voltaram para a taba.
Nunca mais Piripari foi visto à beira do rio cantando uma cantiga com voz de estrela misteriosa, mas até hoje as caboclas da Amazônia quando querem conquistar alguém, usam a planta cheirosa.

Estas são apenas duas relíquias das lendas da Amazônia e outras mais virão em outras postagens.

E falando em histórias... indicaremos aqui o  “Contador de Histórias” que através do projeto Pólen,  visa trabalhar os valores populares, a cidadania, a dignidade e a importância da preservação ambiental.

Tudo é feito com a apresentação de  um espetáculo de teatro, que reúne histórias genuinamente brasileiras com cânticos populares interagindo todo o tempo com a platéia. O Projeto se apresenta em escolas, hospitais etc.


“São poucos os que sentam para ouvir histórias. São poucos os que se dedicam a contar histórias. Por serem poucos, são raros e necessários.”
Inajá Martins de Almeida 

Ana Porto/Sergio Honorato

https://www.facebook.com/nitportalsocial   

Um comentário:

  1. Adorei o blog e também a proposta de disseminar a questão do voluntariado, já estou te seguindo, vi seu convite no dihitt, se quiser visitar meu blog e também querendo sugerir alguma matéria para compartilhar lá estarei a disposição.
    Marilúcia
    www.blogandonoticias.com

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