Home Facebook Twitter LinkedIn Feed Perfil Email
Nit Portal Social

↑ Grab this Headline Animator

terça-feira, 26 de julho de 2011

A AVÓ QUE DEIXOU SAUDADES!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

PESSOA IDOSA: VIVENDO E APRENDENDO!


Este poema de Casimiro de Abreu, Meus 8 Anos, me transporta nas asas da saudade, à minha infância querida, ao colo tão acolhedor e protetor de minha avó Adalgisa, que igual a todas as outras deixa saudades. Meiga, zelosa, cuidadosa, carinhosa, não media esforços para agradar aos seus netos. Imagens ficaram marcadas em minha mente como a que quebrou  seu cofrinho para retirar moedas a fim de que eu pudesse comprar guloseimas na venda de seu Alvim; ao estar sempre à beira do fogão preparando comidas simples mas especiais como aqueles bolinhos de arroz e suas famosas netas de vagem! E vinha a noite quando sentávamos ao lado dela a contar estórias e eu ficava massageando aquela mistura de pele com pouca gordura que pendia embaixo de seus braços, marcas de uma vida de sacrifícios e ela ria... quantos conselhos, quantos exemplos, quanto amor e dedicação, quanta sabedoria.

Agradeço a DEUS por ter deixado que esse "anjo sem asas" fizesse parte de minha infância e de minha vida!

A todas as avós, a minha vó Gisa quer ela onde esteja, neste dia 26 de julho e em todos os dias do ano, o meu reconhecimento, meu amor e minha homenagem!

Ana Porto/Sergio Honorato
Gestores

 https://www.facebook.com/nitportalsocial    

2 comentários:

  1. Gostei da sua homenagem meu caro,por sinal minha avó também se chamava Adalgisa, mais era conhecida como Dona Santa e que Deus a tenha era uma avó maravilhosa até não esqueço das estórias de assombração que ela contava, da oração dos 14 anjinhos que ficou guardado em minha memória e até hoje rezo e ensinei a minha filha e aos meus sobrinhos.

    ResponderExcluir
  2. Também guardo inúmeras recordações de minha convivência com minha avó, Josenor, mas ela se foi ainda na minha adolescência deixando muitas lembranças e saudades e sempre que vejo a figura de Dona Benta do Sítio do Picapau Amarelo me remeto a este tempo tão bonito de minha vida. E é toda esta sabedoria delas que procuramos deixar como legado para nossos filhos e quem sabe, netos.
    Ana Porto - Nit Portal Social

    ResponderExcluir

Aqui seu comentário é muito importante!

Leia também...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens populares