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domingo, 22 de julho de 2012

FILHO PREDILETO, REALIDADE OU LENDA?


Quem já não passou pela “saia justa” da pergunta de seu filho querendo saber de qual filho a mãe ou o pai gosta mais?
Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, mais da metade dos pais e mães entrevistados tinha preferência por um dos filhos.
 
A bem da verdade, o que leva um pai ou uma mãe a ter esta predileção é a afinidade diferenciada que eles têm com seus filhos, porém tem que ter muito cuidado, pois privilegiar, rejeitar ou mimar um enquanto deixa os outros para trás não é uma atitude de bom senso e pode ter consequências para aqueles que se sentem rejeitados. Afinidade quer dizer compartilhar dos mesmos fins. Se gostamos dos mesmos programas, vamos passar mais tempo juntos. Isso depende do gosto e não adianta reclamar, porque é assim mesmo que é a vida.  Gostar igualmente de todos significaria dizer que forçosamente todos deveriam ser iguais, o que não acontece. Embora  exista, não se deve demonstrar a predileção por um filho em detrimento dos outros. Favoritismo é escolha, mas, na maioria das vezes, é irracional, pois reflete nossas necessidades em determinada época, dependendo de como o filho responde a elas e da química que se forma entre a criança e o adulto. Deve-se tratar a todos da mesma forma, com amor, carinho, atenção e mimos.
Diversos aspectos pesam nesta predileção tais como fragilidade; projeção das características que você desejou ter, mas não conseguiu; pela oposição do sexo (mãe com filho e pai com filha); pelas semelhanças e afinidades; por ser o primeiro ou o último (idade cronológica) no número de irmãos. Pesquisas mostram que o favoritismo em questão tende a ser dado ao filho caçula, mas conforme eles crescem a preferência pode mudar.
O importante é que você não se sinta o pior dos seres humanos por ter mais afinidade com um do que com o outro, saber que se isso acontece é normal, mas que é possível e necessário reverter este quadro já que toda criança precisa se sentir aprovada e amada pelos pais para se desenvolver bem intelectual, social, emocional e até fisicamente. Encontrar o ponto de equilíbrio em seus sentimentos fará com que prejuízos sejam evitados para a personalidade de ambos. A posição do favorito pode levar o outro a uma dependência exagerada de sua eterna aprovação.
Para o bem estar de todos e felicidade geral da família, tente descobrir dentro de você o que faz com que aquele outro filho não mereça  a mesma predileção. Encontrados os motivos, tente reverter este quadro desenvolvendo uma boa relação, fazendo descobertas e valorizando o que ele tem de melhor e quem sabe assim, você um dia poderá dizer, usando de todo a sua verdade e sinceridade e contrariando estudos e pesquisas, que descobriu a fórmula para poder amar a todos os seus filhos da mesma forma e na mesma intensidade!
Sabemos que lidar com diferenças não é coisa muito fácil. Ainda mais quando estas diferenças servem de bandeiras de preconceito, ditadas pela sociedade, quanto à sexualidade das pessoas
Foi para tentar ajudar a estes pais que foi criado o GPH - Grupo de Pais de Homossexuais http://www.gph.org.br/quemsomos.asp , primeira “ong” brasileira fundada para acolher pais que desconfiam ter ou têm filhos homossexuais. Foi fundado com intuito de suprir a falta de um ambiente seguro e acolhedor onde pais e mães pudessem trocar informações e experiências sobre seus filhos e, se for o caso, solidarizarem-se durante o difícil processo de aceitação. Além disso, sabemos que pessoas com a mesma questão para resolver se sentem mais fortalecidas quando conversam entre iguais.

“Amor incondicional é amar uma criança sem restrições; quanto ao que esperamos que ela seja e, o mais difícil, quanto ao seu modo de ser.”
Ross Campbell

Ana Porto/Sergio Honorato
Gestores

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