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terça-feira, 25 de novembro de 2014

O MENOR PAÍS DO MUNDO! VOCÊ CONHECE?

 BEM-VINDO A SEALAND!

A palavra utopia vem do grego ohí = não e topos = lugar, ou seja, Utopia tem como significado mais comum à ideia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. Pode também ser utilizado para definir um sonho ainda não realizado. Uma fantasia, uma esperança muito forte. Utopia é um projeto humanista de transformação social e representa aspectos capitais do humanismo renascentista. (Fonte: Wikipédia)

Teria sido utópico o inglês Paddy Roy Bate ao buscar incessantemente realizar seu sonho? Não foi o que aconteceu quando, num relâmpago revolucionário,  resolveu criar seu próprio país, o Principado de Sealand. Apesar da ONU não reconhecer Sealand como um país, essa antiga base naval da Segunda Guerra Mundial tem sido considerada como uma pequena nação.

Vamos conhecer um pouco deste homem e de sua criação:

Antes de ter início a Segunda Guerra Mundial ele trabalhava como açougueiro em um mercado em Londres. Como todo jovem, alistou-se no exército onde alcançou o posto de major de infantaria e serviu seu país, em combate no Oriente Médio, no Norte da África e na Itália. Sempre teve um espírito aventureiro, de não respeitar as leis impostas e ao retornar a seu país, com o término da Segunda Guerra Mundial,  retoma seus negócios e começa a exportar carne, utilizando seu barco pesqueiro que era equipado com um frigorífico, desrespeitando a lei do racionamento do pós-guerra. Também estava à frente da rádio Essex (rádio pirata), que transmitia uma programação bastante diferente e mais agradável ao público do que a rádio oficial BBC de Londres, emissora estatal. 

O estado passa então a perseguir os sinais das rádios piratas existentes e chega até a
Essex, quando então Bates foge com sua família e monta sua nova rádio na base militar abandonada de Knock John, que ficava em águas internacionais, isto no ano de 1966. O parlamento inglês, espertamente, decide ampliar a faixa geográfica da Grã-Bretanha no oceano e novamente ele teve que fugir. Oceano à dentro, ele chega até outra base abandonada, Rough Towers, a 10 km do litoral inglês. Mais uma vez o parlamento tenta alcançá-lo, mas sem sucesso. Ele toma conhecimento de que uma corte londrina não autoriza seu despejo do local, já que se situava em águas internacionais. 

Foi então, que após consultar advogados e amigos, ele resolve criar seu próprio país a que deu nome de Sealand.  Muito embora seu país contasse apenas com três quartos e conseguindo abrigar apenas cinco pessoas de uma única vez, ele decide, em 1967,  dar uma festa em sua casa (aproximadamente 550m² de superfície) para poucos amigos que conseguiam chegar apenas utilizando helicópteros. Este foi o "palco" escolhido por ele para se proclamar príncipe de Sealand e nomeou sua esposa Joan como princesa; seus filhos Michael e Penelope como pequenos príncipes, tudo isto com direito a bandeira por ele criada e apresentação do novo brasão com os seguintes dizeres: "E mare, libertas" (do mar a liberdade).

No ano de 1975 ele escreve a constituição de seu país, manda cunhar moedas, emitir selos e até mesmo passaportes que, segundo ele, somente desta forma ele garantiria o reconhecimento de sua Sealand como uma legítima nação. 
Mas em 1978 seu império foi colocado em risco! Um grupo de mercenários holandeses e alemães se aproveitou do fato de Bates e sua esposa estarem em terra, usaram de helicópteros e barcos e tomaram de assalto à plataforma, fazendo o filho do casal como refém. O mais interessante é que foi o próprio Bates que criou esta situação, para seu país e sua família, ao ter vendido um passaporte de Sealand a um alemão, Alexander Achenbach que chegou para tomar posse como primeiro-ministro do país em questão.
Bates consegue retornar a plataforma, desarmar o bando e declara Achenbach culpado de traição à pátria e o obriga a pagar uma multa de 35 mil dólares.
O governo alemão e holandês solicita a liberação dos sequestradores à Inglaterra, o que não foi concedido tendo por base a citação da corte londrina de que a Grã-Bretanha não tinha poderes sobre Sealand. Devido ao impasse, a Alemanha decide mandar um diplomata a Sealand para negociar a soltura de todos os envolvidos, o que acabou tendo sucesso. Tirando proveito do acontecido Bates declara seu país como pátria reconhecida tanto pela Inglaterra quanto pela Alemanha.

Em 1997, Bates decide anular os 150 mil passaportes emitidos por seu país pelo não uso dos mesmos por seus compradores.

Para se tornar uma nação de fato ainda faltava alguma coisa: um Hino Nacional. Foi então que ele decide encomendar um Hino Nacional à Rádio da Orquestra Sinfônica da Eslováquia. o que foi prontamente atendido. Um ano após esta conquista, sua plataforma pega fogo devido a um curto circuito em seu gerador, movido a óleo diesel. Ninguém saiu ferido do acidente e sua plataforma foi reformada. 

Com grandes problemas financeiros e acometido pelo mal de Alzheimer, tendo que retornar a Inglaterra para tratamento, assume o principado seu filho Michael e com a morte de seu criador aos 91 anos o futuro de Sealand, o menor país do mundo, é incerto.

Em agosto de 2013 o Tesouro do Principado de Sealand lança uma nova moeda comemorativa, um tributo ao Príncipe Roy de Sealand, fundador e primeiro príncipe-soberano do país. Trata-se de uma moeda de prata, no valor de 25 dólares de Sealand, havendo previsão de lançamento dessa moeda em ouro, mas para colecionadores e no valor de 250 dólares de Sealand. 

E a história do sonho utópico de um homem dá sementes através do nascimento de novos herdeiros desta dinastia! Para quem se interessou por este artigo vale a pena conferir a página do facebook destinada a Sealand onde são relatados seus últimos acontecimentos, como a interessante e atual matéria publicada na edição online do britânico Daily Mail, de 03 de junho último, informando acerca do Principado de Sealand, sua história e a realidade presente.
Segundo a matéria enfoca, o Principado possui hoje 22 habitantes, entre membros da Família Real e amigos.
Acrescenta que o Principado produz sua própria água potável, além de ser autossuficiente em pescados e lagostas, vendendo souvenirs e títulos de nobreza em sua loja online para aumentar a receita. Menciona a existência de um time de futebol do Principado, o "Sealand All Stars", e os planos de iniciar viagens turísticas ao país até o final deste ano.

Nem só de “utopias” vive o homem! A instituição ASTA que é um projeto do Instituto Realice, este criado com o objetivo de gerar renda para  as comunidades populares do Estado do Rio de Janeiro e que hoje conta com mais de 600 artesãos, divididos em 32 grupos distribuídos em toda região do Grande Rio, que desenvolvem produtos exclusivos criados a partir de materiais ecológicos como bambu, piaçava, fibra de bananeira, retalhos, jornal etc. É então que a rede ASTA entra em cena, contribuindo para o escoamento dessa produção e para a geração de renda destes artesãos.

Ana Porto/Sergio Honorato
Gestores

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