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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ALZHEIMER - A EPIDEMIA DE MEMÓRIAS VAZIAS!

Um medo presente, quieto e arrumado. Espalhado em cada canto. Ausente. Um medo consciente, conhecido e decorado no cúmulo das memórias vazias, perdidas, esquecidas...

A doença existe, cresce e multiplica-se. É uma epidemia que nos rouba a história, o berço, o útero, a origem.

É imperativo que se fale, que seja notícia, que vire destaque. É imperativo que se lhe dê nome, o dela. Alzheimer. Demência. 

É imperativo que se saiba do que se fala. Por mais que ainda existem caixas fechados e becos sem saída. É preciso saber o que ela exige, de que matéria se faz e que contornos pode assumir.

É impreterível que o despertador dispare, que a gente pare, olhe e sinta. Que traga presente a
transitoriedade da vida, a velocidade a que ela se apaga, a rapidez com os outros partem.

É importante aprender que a partida não se revela só em ausência física. Que pairará sempre outra hipótese, outra conjetura mais estranha, fria e dolorosa.

Nem sempre todos que partem levam consigo o seu corpo, a sua bagagem. Nem sempre aqueles que perecem ganham asas e ficam embrulhados na magia abençoada que se traduz num anseio celestial.

Existe outra forma de morrer, com corpo e alma, com batidas fortes do coração. Existe quem se extinga devagar, quem se apague lentamente, coberta numa escuridão de não mais saber ser.

É impreterível que se treine o zelo, que se prepare para o cuidado dos nossos. Que a gente seja vista como tal até ao final da linha, além da pele enrugada, das forças escassas e das lembranças brutalmente fragmentadas.

É preciso ensinar a cuidar, a valorizar. É importante praticar o apego, a paciência, o amor.
É preciso dar a mão ao Alzheimer, por mais que a mão aperte, por mais que ela nos retorça os ossos. É preciso encarar de frente e olhá-la nos olhos.
É necessário olhar para os doentes de Alzheimer. Ter a capacidade de ir além do olhar apagado, do silêncio atroz, das palavras que não encontram caminho ou daqueles que se distanciam brutalmente das memórias que deles temos.

Eles esquecem quem são, perdem o que viveram, deixam de reconhecer quem amam...
Eles perdem a sua vida, as suas memórias...
E nesta perda sem tamanho, sem limites... fica em nós o dever de proteger, de promover a sua dignidade... de manter até ao fim algo vivo. Inteiro. Aceso.

Porque no tudo que neles morre... permanece em nós, a cada cuidado, a cada lembrança, a cada toque... um instante suspenso do que eles foram...

E isso chama-se: Amor. Vida. Eternidade!


Pessoas que têm em sua família pacientes que sofrem desta doença sabem da dificuldade que é lidar com a evolução do problema.

Por isso, a nossa escolhida de hoje é a ABRAz - Associação Brasileira de Alzheimer em São Paulo, que reúne familiares, familiares-cuidadores e cuidadores profissionais em seu quadro associativo, para, a partir de suas vivências e conhecimentos, desenvolver ações em favor das pessoas acometidas pela Doença de Alzheimer (DA) e oferecer apoio ao familiar-cuidador. É uma entidade privada de natureza civil, sem fins lucrativos, que tem como missão ser o núcleo central, em todo o País, das pessoas envolvidas com a Doença de Alzheimer e outras demências.

Por meio de suas 21 Regionais (com 51 Sub-regionais), nas cinco regiões do país, a ABRAz oferece informação e orientação para que as pessoas possam lidar de maneira mais adequada com a doença. Apoia, também, ações voltadas para o bem-estar e a defesa dos direitos do paciente, dos familiares e dos cuidadores, assim como para a integração entre profissionais que atuam na Associação e a articulação com a Rede de Proteção à Pessoa Idosa.

A ABRAz mantém, atualmente, cerca de 100 Grupos de Apoio em todo o Brasil, nos quais familiares e cuidadores de pessoas com Alzheimer podem compartilhar suas ansiedades e experiências e têm a oportunidade de olhar seus problemas sob novas perspectivas, trocar soluções e encontrar formas mais eficazes de lidar com o cotidiano. Atualmente, os Grupos de Apoio atendem diretamente, em suas reuniões, cerca de 4 mil familiares, que, por sua vez, funcionam como multiplicadores, agregando outros membros da família. 

Conheça e nos ajude a divulgar este trabalho para todos aqueles que dele necessite, compartilhando nosso artigo!

Ana Porto/Sergio Honorato
Nit Portal Social
Planejamento/Gerenciamento/Monitoramento de Mídias Sociais e Responsabilidade Social para Empresas.

2 comentários:

  1. Nit ...
    Sempre que leio sobre esse mal do Alzheimer, vem a tona a minha sogra que padeceu e acabou morrendo por escolhas erradas. Falo assim por que a pessoa com Alzheimer deve ser cuidada por gente especializada e não por quem se diz amar e não tem paciência de como cuidar do paciente. É preciso muita abnegação para tratar uma pessoa com Alzheimer.
    Abraços sempre...
    Luandabela.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também penso que é extremamente difícil lidar com todas as limitações que a doença impõe. Mas existem grupos de apoio aos familiares que fazem um trabalho psicológico muito bom, como é o caso da ABRAz citada no texto. Ainda acredito que quando existe amor é menos difícil lidar com estes momentos. Abraços Luandabela!

      Excluir

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