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sexta-feira, 13 de maio de 2016

DESNUTRIÇÃO AFETIVA!

Venho de um tempo em que pelo menos uma das refeições diárias era realizada com toda a família reunida, ocasião utilizada para o encontro dos membros da casa, em que cada um se colocava à mesa e se manifestava sobre as experiências vividas em cada dia, alimentando não só o corpo, mas as ideias e os sonhos, que nos capacitavam a combater os medos e as angústias inerentes à vida.

Nesses encontros, realizados em torno da mesa do almoço, dialogávamos sobre a escola, amigos, notícias, necessidades, e a cada dia nos conhecíamos e reconhecíamos enquanto integrantes da família, nos bastidores de suas alegrias e pelejas cotidianas.
Em alguns encontros, havia discordâncias drásticas, que muitas vezes se tornavam discórdias e transformavam essa hora tão especial em um verdadeiro campo de batalhas. Ainda sim, no dia seguinte, estávamos todos novamente ali reunidos, superando as diferenças em prol da unidade e do respeito ao outro.

O que seria da vida sem as batalhas? O que seria dos seres que vivenciam as batalhas sem o alimento do amor? Naquelas ocasiões, aprendíamos lições que nem a escola, nem a universidade, nem o mundo dos cifrões eram capazes de ensinar. Aprendíamos a somar com as diferenças e a crescer, porque éramos afetivamente alimentados.
Às vezes, pedíamos aos nossos pais para nos levar a comer fora; e com ar poético, meu pai dizia que naquele dia jantaríamos no quintal, sob a luz do céu estrelado (naquele tempo, comer fora de casa acontecia apenas em eventos muito especiais).

Os anos se passaram e hoje percebo que comer em casa, na companhia dos entes familiares, tornou-se uma raridade, reservada apenas para dias festivos. Hoje, percebo que as pessoas (a maioria) comem na rua, em restaurantes cada vez mais lotados, acompanhadas por seus celulares, tablets, bips, com sua sonoridade barulhenta, onde muito se ouve, mas nada se escuta em profundidade. E onde muito se come, mas bem pouco se degusta.
Em meio a esse cenário, temos também televisores ligados para completar a trilha sonora do caos de nossos dias, empobrecidos de sentido. Todos os dias, a mídia divulga lançamentos digitais cada vez mais fascinantes, que fazem com que as pessoas trabalhem incessantemente para adquiri-los e se tornem cada vez mais equipadas, cada vez mais sozinhas. 

Na contramão de tantas invenções, coisas fundamentais estão sendo postas de lado, como alimentar-se, respirar, conviver, compartilhar. Soube que uma moça sul-coreana, Park Seo-Yeon, de 34 anos, tem ganhado cerca de 5.660 libras (cerca de R$ 16 mil), para se alimentar online, sendo assistida por milhares de pessoas, fatigadas pela solidão de comerem sozinhas.  Seo-Yeon se autodenomina "The Diva", e está fazendo muito sucesso na Coreia, de acordo com o jornal britânico "Daily Mail". Cada vez mais pessoas estão morando sozinhas e sofrem da "desnutrição afetiva", gerada pela solidão no momento das refeições.

Esse contexto me faz pensar no valor dos alimentos compartilhados para a vida emocional de cada um de nós e o quão comprometidos estamos conosco mesmos, quando corremos atrás de tantas coisas, mas deixamos para trás o fundamental, transformando as prioridades da vida em trivialidades, transformando em ruídos belíssimas sinfonias.
Por Marcela J. Dornelas
Psicóloga


Como o assunto é compartilhar alimentos, postamos aqui o trabalho da Ong Banco de Alimentos que atua com o objetivo de minimizar os efeitos da fome e combater o desperdício de alimentos, permitindo que um maior número de pessoas tenha acesso a alimentos básicos e de qualidade – e em quantidade suficiente - para uma alimentação saudável e equilibrada. Os alimentos distribuídos são excedentes de comercializações, perfeitos para o consumo. A distribuição possibilita a complementação aumentar a todas as pessoas assistidas pelas 42 instituições cadastradas no projeto, ou seja, mais de 21 mil pessoas.

A iniciativa da Ong Banco de Alimentos representa a formação de um ciclo sustentável: Ao passo que são arrecadados excedentes de produção e comercialização, diminui-se o acúmulo de lixo orgânico e o desperdício de alimentos próprios para consumo que complementarão a alimentação de milhares de pessoas em situação de risco alimentar e social. Há também desta forma, um favorecimento à inclusão social destes indivíduos por meio de melhoria da saúde e estímulo ao desenvolvimento psicomotor. Isso porque, além de visarmos uma alimentação balanceada por meio de realização de ações profiláticas e educativas voltadas às comunidades atendidas, beneficiamos somente instituições que possuam em seu programa ações de inclusão social.

Nossas ações procuram tratar, em conjunto, o problema da fome, ou melhor, das várias fomes, na sua origem, isto é, na forma em que a nossa sociedade está organizada e no grau de consciência dos indivíduos que a compõe. Se o consumidor muda, o fabricante muda. Se o eleitor muda, o político muda e assim por diante. Acreditamos que todo ser humano é co-criador da realidade e, portanto, cabe a nós promovermos a mudança que queremos ver no mundo.
Trata-se de uma ideia única por ser sustentável em diversos aspectos, evolvendo questões de responsabilidade ambiental, social, econômica e nutricional.

Ana Porto/Sergio Honorato
Gestores
Nit Portal Social
Planejamento, Gerenciamento, Monitoramento de Mídias Sociais para Empresas &Responsabilidade Social


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