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quinta-feira, 14 de julho de 2016

CRIANDO LAÇOS AFETIVOS COM AS CRIANÇAS ATRAVÉS DE CONTOS E HISTÓRIAS!

"Para um bebê pequeno o enredo não é tão importante, o que surte efeito é o tom de voz carinhoso."

Ouvir histórias é um acontecimento tão prazeroso que desperta o interesse das pessoas em todas as idades. Se os adultos adoram ouvir uma boa história, um "bom causo", a criança é capaz de se interessar e gostar ainda mais por elas, já que sua capacidade de imaginar é mais intensa.

A narrativa faz parte da vida da criança desde quando bebê, através da voz amada, dos acalantos e das canções de ninar, que mais tarde vão dando lugar às cantigas de roda, a narrativas curtas sobre crianças, animais ou natureza. Aqui, crianças bem pequenas, já demonstram seu interesse pelas histórias, batendo palmas, sorrindo, sentindo medo ou imitando algum personagem. Neste sentido, é fundamental para a formação da criança que ela ouça muitas histórias desde a mais tenra idade.

Algumas crianças não têm ambiente favorável à leitura em casa, mas há outras que ouvem histórias lidas pela família.  "Se for criado um ambiente de leitura nas escolas, as crianças levarão a prática para suas casas. E vice-versa, haverá crianças que trarão leitura para a escola" argumenta Regina Zilberman.

Logo, a família é a primeira responsável por conduzir as crianças ao mundo da fantasia dos contos, por isso sempre havia uma avó, um pai, mãe ou tia a fazer, através da oralidade, o primeiro contato da criança com esse maravilhoso e encantado mundo da leitura. À hora de dormir, o sono infantil era sempre embalado por alguém de voz delicada e/ou marcante que dedicava tempo a contação de histórias e esta contava, contava e recontava mil e uma aventuras diferentes, parecidas, estranhas e conhecidas, abrindo assim as portas para o mundo da imaginação, da ficção e da fantasia. E era essa fantasia que possibilitava às crianças, sem sair do lugar, a inesquecível descoberta de outros lugares e outros tempos, numa vivência das mais diferentes emoções (o riso, a amizade, o choro, o susto, a tranquilidade), descobrindo soluções para os próprios conflitos, vivendo outros papéis, identificando-se com personagens, enfim, abrindo os olhos para a vida, para o mundo da imaginação e do pensamento, e vendo a vida com outros olhos, realizando assim a sua leitura de mundo.

A criança passa a interagir com as histórias, acrescentam detalhes, personagens ou lembra-se de fatos que passaram despercebidos pelo contador. Essas histórias reais são fundamentais para que a criança estabeleça a sua identidade, compreender melhor as relações familiares. Outro fato relevante é o vínculo afetivo que se estabelece entre o contador das histórias e a criança. Contar e ouvir uma história aconchegada a quem se ama é compartilhar uma experiência gostosa, na descoberta do mundo das histórias e dos livros


Acreditamos que a literatura infantil é um recurso importantíssimo para o desenvolvimento das crianças, porque desenvolve, principalmente a criatividade, a imaginação, leitura e a oralidade, podendo ser trabalhada em qualquer época da vida da criança.

"o primeiro contato da criança com um texto é feito oralmente através da voz da mãe, do pai ou dos avós, contando contos de fadas, trechos da Bíblia, histórias inventadas, livros curtinhos, poemas sonoros e outros mais, é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas histórias e escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor e ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo." (ABRAMOVICH, 1994, p. 16-17).

Entretanto, o que vemos atualmente são muitas crianças que jamais ouviram alguma história contada por seus familiares. Por que isso? Talvez pelo fato de os meios de comunicação de massa terem assumido o papel da conversa dentro da família, mas não vamos entrar nesse mérito.    

Um ambiente onde se lê muito e com prazer proporciona boas condições para que as crianças venham a apreciar a leitura e os livros. Partilhar o prazer e a utilidade da leitura com os filhos ajudá-los-á, certamente, a sentirem-na como um prazer e uma necessidade de ler.


Estendendo um pouco mais esse assunto devido à importância que tem, deixamos aqui um artigo publicado na Revista Caras, "Contar histórias para o bebê cria laços afetivos", e saiba como e quando começar.

A escritora e contadora de histórias Vanessa Meriqui fala sobre os benefícios de ler para as crianças desde a gestação e ensina técnicas para encantar os pequenos.

Quais os benefícios de ler para a criança desde cedo?

Ler em voz alta, suavemente, propicia o vínculo amoroso e a memória afetiva. O contar histórias tem como matéria-prima o afeto. E quando uma criança é tratada com amor, isso a prepara para o futuro, pois uma pessoa amada tem condições de sentir-se segura e enfrentar situações difíceis, de encarar o futuro com mais coragem.

Além disso, ouvir histórias desde cedo possibilita que a criança tenha contato com um vocabulário maior, o que é bom para sua formação. E, claro, o ato de contar histórias estimula futuros leitores desde a tenra idade, o que é fantástico para a educação de nossas crianças.

Existe uma idade ideal para começar?

Costumo dizer que histórias são indicadas para pessoas de 0 a 110 anos! Na verdade, uma das coisas mais ternas que uma mãe pode fazer é contar histórias para o bebê ainda na fase de gestação. Engana-se quem acha que o feto não ouve. Ele ouvirá e reconhecerá sempre aquele tom de voz, aquele carinho, aquela entrega. Confira todo o artigo acessando Revista Caras.

Mas não são só os "baixinhos" que gostam de ouvir histórias! Os "altinhos" e, principalmente, aqueles que se encontram em estado de vulnerabilidade também! 

Por isso,  o Instituto História Viva, de Curitiba, sem fins lucrativos, treina e forma voluntários para atuar contando histórias para pessoas que estão em situação frágil, como em hospitais. Não há um perfil ou pré-requisito para ser um voluntário como se poderia supor. Roseli Bassi, empreendedora social e diretora do História Viva, explica que a voluntária mais nova tem 12 anos e a mais idosa tem 83. 

“Não exigimos nada de quem deseja ser voluntário. Todos os perfis são respeitados. Pode ser uma pessoa mais tímida, mais extrovertida. A única coisa que, caso a pessoa não tenha e vai precisar desenvolver é o hábito da leitura”, explica Roseli.  

Ao longo de uma década de história, formou mais de 2 mil voluntários e, por ano, atende 14 mil pessoas em situações de fragilidade física e emocional.

Conheça melhor esse trabalho, veja se eles atuam em sua cidade e seja voluntário!!!

Ana Porto/Sergio Honorato
Gestores
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