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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

COLÍRIO EM FASE DE TESTE PODE SER ESPERANÇA PARA PACIENTES DIABÉTICOS!

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Ciências Médicas (FCM) e de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um colírio para a prevenção e combate da degeneração gradativa que ocorre com frequência nos olhos das pessoas com diabetes, a chamada retinopatia diabética.

"A grande vantagem desse achado é o fato de não ser invasivo. Por ser tópico não implica em riscos e cria uma barreira contra as alterações neurodegenerativas que afeta os diabéticos", explicou a pesquisadora da FCM Jacqueline Mendonça Lopes de Faria.

A cientista disse que a descoberta foi feita a partir de uma pesquisa que já dura cerca de duas décadas. "É consequência de um estudo de 20 anos para entender o mecanismo de ataque das células nervosas e de irrigação sanguínea no tecido ocular."

De acordo com a pesquisadora, por causa da hiperglicemia - excesso de açúcar no sangue no organismo dos diabéticos - vários órgãos podem ser comprometidos. Em cerca de 40% dos casos, a doença leva a complicações na retina provocadas pelo efeito tóxico da glicose. Os sistemas nervoso e vascular da retina passam a ter alterações progressivas que podem levar a cegueira. "Isso ocorre, muitas vezes, justamente no momento em que a pessoa está em idade ativa."


Atualmente, o tratamento da retinopatia diabética é feito com opções invasivas, como a fotocoagulação com laser, injeções intravítrea ou mesmo cirurgia. A expectativa dos pesquisadores da Unicamp é que, além de servir para a cura da retinopatia diabética, a descoberta dessa tecnologia possa ser benéfica também no tratamento de outras anomalias da visão, como o glaucoma.



Testes em laboratórios da Unicamp comprovaram a eficácia da fórmula. No entanto, antes de ser transformado em medicamento para a distribuição e comercialização, o colírio tem de ser submetido à fase clínica de testes, com os ensaios em seres humanos. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer porque os testes dependem do interesse de empresas em fazer o licenciamento da tecnologia junto com a agência de inovação da universidade, a Inova Unicamp.

No teste com os roedores, não foram observados efeitos adversos e o colírio mostrou-se eficaz na proteção do sistema nervoso da retina.

Também participam da pesquisa a professora Maria Helena Andrade Santana; a pesquisadora Mariana Aparecida Brunini Rosales e a aluna de mestrado Aline Borelli Alonso. Os estudos receberam financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério de Educação. (Fonte: Notícias Terra e Agência Brasil)

E foi pensando na parcela da população que sofre com a Diabetes Melittus é que a  PRÓ-CRIANÇAS E JOVENS DIABÉTICOS  contribui para o rompimento do círculo vicioso cruel - leia-se da DOENÇA SOCIAL (carência de recursos de toda ordem, miséria, desemprego, fome, moradias precárias, ausência de valores morais e afetivos, famílias numerosas, promiscuidade, baixa ou nenhuma instrução, ignorância, incapacitação pessoal e profissional do chefe de família, negligência de toda ordem, violência sexual e doméstica, drogas, alcoolismo etc.), mediante a prestação de assistência social sem finalidade de lucro – em nível domiciliar, em proveito das crianças e jovens diabéticos, com prioridade para as famílias de baixa renda.

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Ana Porto/Sergio Honorato
Gestores
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